Deputado Federal – BA (2011-2015)
Deputado Federal – BA (2015-2019)
Deputado Federal - TO 2015-2019;
Deputado Federal - TO 2019-2023;
Deputado Federal - TO 2023-2027.
Deputado(a) Federal - RJ 1987-1991;
Deputado(a) Federal - RJ 1991-1995;
Deputado(a) Federal - RJ 1999-2003.
Deputado Federal - ES 2011-2015
Deputado Federal - ES 2015-2019
Deputado Federal - ES 2003-2007
Deputado Federal - ES 2007-2011
Deputado Federal - PE 2011-2015
Deputado Federal - PE 2015-2019
Deputado Federal - PE 2019-2023
Deputado Federal - PE 2023-2027
Deputado Federal - BA 1995-1999
Deputado Federal - BA 1999-2003
Deputado Federal - BA 2003-2007
Deputado Federal - BA 2007-2011
Deputado Federal - BA 2011-2015
Deputado Federal - BA 2015-2019
Deputado Federal - BA 2019-2023
Deputado Federal - BA 2023-2027
Deputado Federal - RS 2011-2015
Deputado Federal - RS 2015-2019
Deputado Federal - RS 2019-2023
Deputado Federal - RS 2023-2027
Deputada Federal - BA 2003-2007
Deputada Federal - BA 2007-2011
Deputada Federal - BA 2011-2015
Deputada Federal - BA 2015-2019
Deputada Federal - BA 2019-2023
Deputada Federal - BA 2023-2027
Deputado Estadual - RN 1971-1975
Deputado Estadual - RN 1975-1979
Deputado Estadual - RN 1979-1983
Deputado Estadual 1983-1985
Prefeito - RN 1986-1988
Senador - RN 1991-1994
Governador - RN 1995-1999
Governador - RN 1999-2002
Senador - RN 2003-2011
Senador - RN 2011-2019
Deputado Federal - PA 2003-2007
Deputado Federal - PA 2007-2011
Deputado Federal - PA 2011-2015
Deputado Federal - PA 2015-2019
Deputado Federal - RS 2007-2011;
Deputado Federal - RS 2011-2015;
Deputado Federal - RS 2015-2019.
Deputado Federal PR 1991-1995
Deputado Federal PR 1995-1999
Deputado Federal PR 1999-2003
Deputado Federal PR 2003-2007
Deputado Federal PR 2007-2011
Deputado Federal PR 2011-2015
Deputado Federal PR 2015-2019
Deputado Federal PR 2023-2027
Tipo: Comissão Temporária Interna do Senado Federal
Situação atual: Encerrada
Finalidade: Proferir parecer sobre a Denúncia nº1, de 2016, relativa à autorização para o processo e o julgamento da Presidente da República por suposto crime de responsabilidade.
Deputado Federal – SP (2007-2011)
Deputado Federal – SP (2011-2015)
Deputado Federal – SP (2015-2019)
Deputado Federal – SP (2019-2023)
Deputado Federal – SP (2023-2027)
Deputado Federal -RJ (2011-2015)
Deputado Federal -RJ (2015-2019)
Deputado Federal -RJ (2015-2019)
Deputado Federal -PE (2015-2019)
Deputado Federal -PE (2019-2023)
Nelson Barbosa nasceu no Rio de Janeiro em 1969. Formou-se em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1992. Concluiu o mestrado na mesma universidade em 1995 e o doutorado na New School of Social Research, em Nova York, em 2001.
Barbosa exerceu diversos cargos acadêmicos e na administração pública federal. Foi professor-adjunto de matemática e econometria da New School University (Nova York), entre 1999 e 2002. Integrou ainda os quadros do Saint Francis College, também em Nova York, como professor-assistente entre 2000 e 2001. A partir de 2002, tornou-se professor-adjunto no Instituto de Economia da UFRJ.
No governo federal, Barbosa foi analista do Banco Central (1994 a 1997) e chefe-adjunto da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento (2003). Entre 2005 e 2006 assumiu o cargo de assessor da Presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ocupou diferentes cargos no Ministério da Fazenda: foi secretário-adjunto de Política Macroeconômica e Análise de Conjuntura (2006-2007), secretário de Acompanhamento Econômico (2007) e secretário de Política Econômica (2008-2010).
Foi nomeado em 2011 pela presidenta Dilma Rousseff secretário-executivo do Ministério da Fazenda, cargo que ocupou até 2012.
Barbosa também foi presidente do Conselho do Banco do Brasil (2009 a 2013) e integrou o Conselho de Administração da Vale (2011 a 2013).
Nos últimos meses atuava como professor da Escola de Economia de São Paulo (FGV-EESP), professor-adjunto do Instituto de Economia (IE/UFRJ), pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV) e membro dos conselhos de administração da Cetip e do Banco Regional de Brasília (BRB).
Miguel Reale Júnior é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, doutor em Direito (1971), livre-docente (1974), professor-adjunto (1982) e professor de Direito Penal (1987), na Universidade de São Paulo (USP). Também foi advogado militante, além de conselheiro e presidente da Associação dos Advogados de São Paulo (77/78).
Reale Júnior também participou como membro no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – de 1979 a 1983 –, do Instituto dos Advogados Brasileiros, e do Instituto dos Advogados de São Paulo, Colégio de Advogados da República, Instituto Luso-Brasileiro de Direito Comparado, e Conselho Jurídico da Fiesp – Conjur.
Deputado Federal –RJ (1999-2003)
Deputado Federal –RJ (2003-2007)
Deputado Federal –RJ (2007-2011)
Deputado Federal –RJ (2011-2015)
Deputado Federal –RJ (2015-2019)
Deputado Federal –RJ (2019-2023)
Deputado Federal –PB (2007-2011)
Deputado Federal –PB (2015-2019)
Deputado Federal -BA (2015-2019)
Deputado Federal -BA (2019-2023)
Deputada Estadual - SP (2019-2023)
Deputado Federal - SP 1995-1999;
Deputado Federal - SP 1999-2002;
Deputado Federal - SP 2003-2007;
Deputado Federal - SP 2007-2011;
Deputado Federal - SP 2011-2015;
Deputado Federal - SP 2015-2019.
Deputado(a) Federal - SP 1999-2003;
Deputado(a) Federal - SP 2003-2007;
Deputado(a) Federal - SP 2007-2011;
Deputado(a) Federal - SP 2011-2015;
Deputado(a) Federal - SP 2015-2019;
Deputado(a) Federal - SP 2019-2023;
Deputado(a) Federal - SP 2023-2027.
Deputado Federal - SC 2007-2011;
Deputado Federal - SC 2011-2015;
Deputado Federal - SC 2015-2019.
Deputado Federal - RJ 1971-1975;
Deputado Federal - RJ 1975-1979;
Deputado Federal - RJ 1979-1983;
Deputado Federal - RJ 1987-1991;
Deputado Federal - RJ 1991-1995;
Deputado Federal - RJ 1995-1999;
Deputado Federal - RJ 1999-2003;
Deputado Federal - RJ 2003-2007;
Deputado Federal - RJ 2007-2011;
Deputado Federal - RJ 2011-2015;
Deputado Federal - RJ 2015-2019.
Deputado Federal - AL 2011-2015;
Deputado Federal - AL 2015-2019;
Deputado Federal - AL 2019-2023;
Deputado Federal - AL 2023-2027.
Deputado Federal - BA 1999-2003;
Deputado Federal - BA 2003-2007;
Deputado Federal - BA 2007-2011;
Deputado Federal - BA 2011-2015;
Deputado Federal - BA 2015-2019;
Deputado Federal - BA 2019-2023.
Deputado Federal - PA 2015-2019;
Deputado Federal - PA 2019-2023;
Deputado Federal - PA 2023-2027.
Deputado Estadual - AC (1995-1998)
Deputado Estadual - AC (1999-2002)
Deputado Estadual - AC (2003-2006)
Deputado Federal - AC (2007-)
Senador - AC (2011-2019)
Senador - AC (2019-2027)
Deputado Estadual - MA (1971-1975)
Deputado Federal - MA (1979-1983)
Deputado Federal - MA (1983-1987)
Prefeito - MA (1987-1989)
Vice-governador - MA (1987-1990)
Governador - MA (1990-1991)
Deputado Federal - MA (1995-1999)
Senador - MA (1999-2007)
Vice-governador - MA (2009-2010)
Senador - MA (2011-2019)
Vice-prefeito - PI (2005-2008)
Vice-prefeito - PI (2009-2010)
Prefeito - PI (2010-2012)
Senador - PI (2015-2023)
Deputado Federal - SP (2011-2015)
Deputado Federal - SP (2015-2019)
Deputado Federal - SP (2019-2023)
Deputado Estadual - PE (1991-1995)
Deputado Federal - PE (1995-1999)
Vereador - PE (2001-2005)
Senador - PE (2011-2019)
Senador - PE (2019-2027)
Governador - CE (1987-1991)
Governador - CE (1995-1999)
Governador - CE (1999-2002)
Senador - CE (2003-2011)
Senador - CE (2015-2023)
Deputado Federal - SE (2007-2011)
Senador - SE (2011-2019)
Deputado Estadual - SP (1983-1987)
Deputado Estadual - SP (1987-1991)
Vice-governador - SP (1991-1994)
Deputado Federal - SP (1995-1999)
Deputado Federal - SP (1999-2003)
Deputado Federal - SP (2003-2007)
Senador - SP (2011-2019)
Senador - SC (2011-2019)
Deputado Federal - MA (1979-1983)
Deputado Federal - MA (1983-1987)
Senador - MA (1987-1991)
Senador - MA (1987-1995)
Governador - MA (1991-1994)
Senador - MA (1995-2003)
Senador - MA (2003-2011)
Senador - MA (2011-2019)
Prefeito - SC (1997-2000)
Prefeito - SC (2001-2004)
Prefeito - SC (2005-2008)
Prefeito - SC (2009-2012)
Senador - SC (2015-2023)
Deputado Federal - SP (1987–1991)
Deputado Federal - SP (1991–1995)
Senador - SP (1995–2003)
Prefeito - SP (2005–2006)
Governador - SP (2007–2010)
Senador - SP (2015–2023)
Prefeito - MT (1993-1996)
Prefeito - MT (2001-2004)
Prefeito - MT (2005-2008)
Senador - MT (2011-2019)
Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945 na cidade de Garanhuns, interior de Pernambuco. Foi o sétimo dos oito filhos de Aristides Inácio da Silva e de Eurídice Ferreira de Mello, a dona Lindu, grande referência na sua vida.
Em dezembro de 1952, dona Lindu e os oito filhos migraram para São Paulo, fugindo da seca e da fome. Foram 13 dias de viagem num caminhão "pau de arara". De início, a família morou na periferia de Guarujá, cidade a 60 quilômetros da capital do estado.
O menino Lula foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias. Em 1956, a família mudou-se para São Paulo, a capital, passando a morar num único cômodo, nos fundos de um bar no bairro Ipiranga. Aos 12 anos de idade, Lula conseguiu seu primeiro emprego, numa tinturaria. Também foi engraxate e office-boy.
Com 14, começou a trabalhar nos Armazéns Gerais Columbia, onde teve a Carteira de Trabalho assinada pela primeira vez. Transferiu-se depois para a Fábrica de Parafusos Marte e obteve uma vaga no curso de torneiro mecânico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O curso durou três anos, e Lula tornou-se metalúrgico.
O diploma de torneiro mecânico foi o primeiro de sua vida. Mais tarde, ele se tornaria o primeiro presidente brasileiro sem diploma universitário. Mas foi também o que mais criou universidades públicas na história do Brasil (14 no total), e o que mais recebeu títulos de honoris causa, de importantes universidades pelo mundo afora.
A crise após o golpe militar de 1964 levou Lula a mudar de emprego, passando por várias fábricas até ingressar nas Indústrias Villares, uma das principais metalúrgicas do país, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Trabalhando na Villares, começou a ter contato com o movimento sindical por meio de seu irmão José Ferreira da Silva, mais conhecido por Frei Chico.
Em 1969, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema fez eleição para escolher uma nova diretoria e Lula foi eleito suplente. Na eleição seguinte, em 1972, tornou-se primeiro-secretário. Em 1975, foi eleito presidente do sindicato com 92% dos votos, passando a representar 100 mil trabalhadores.
Lula deu então uma nova direção ao movimento sindical brasileiro. Em 1978, foi reeleito presidente do sindicato. A ditadura militar havia proibido a realização de greves operárias, mas elas começaram a ocorrer pelo país afora. Em março de 1979, 170 mil metalúrgicos pararam o ABC paulista, sob sua liderança.
A repressão policial ao movimento grevista e a quase inexistência de políticos que representassem os interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional fez com que o líder sindical pensasse pela primeira vez em criar um Partido dos Trabalhadores.
O Brasil atravessava, então, um processo de abertura política lenta e gradual comandada pelos militares ainda no poder. Em 10 de fevereiro de 1980, ele fundou o PT, juntamente com outros sindicalistas, intelectuais, políticos, lideranças rurais, religiosos e representantes de movimentos sociais. Em 1980, nova greve dos metalúrgicos provocou a intervenção do Governo Federal no sindicato e a prisão de Lula e outros dirigentes, com base na Lei de Segurança Nacional. Sua primeira prisão política durou 31 dias.
Em 1982 o PT já estava presente em quase todo o território nacional. Lula liderou a organização do partido e disputou naquele ano o Governo de São Paulo. Em agosto de 1983, participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). No ano seguinte, foi uma das principais lideranças da campanha das "Diretas Já" para a Presidência da República. Em 1986, foi eleito o deputado federal mais votado do país para a Assembleia Constituinte.
O PT lançou Lula para disputar a Presidência da República em 1989, após 29 anos sem eleição direta para o cargo no país. Perdeu a disputa, no segundo turno, por pequena diferença de votos. Dois anos depois, o candidato vitorioso, Fernando Collor de Mello, sofreria impeachment, por corrupção. Nas duas eleições seguintes, em 1994 e 1998, Lula voltou a se candidatar a presidente da República, sendo derrotado em ambas por Fernando Henrique Cardoso.
Primeira eleição para Presidência da República
Em 27 de outubro de 2002, aos 57 anos de idade, Luiz Inácio Lula da Silva foi pela primeira vez eleito Presidente da República Federativa do Brasil, com quase 53 milhões de votos. O candidato a vice-presidente na chapa vitoriosa foi o empresário e senador José Alencar, do PL de Minas Gerais.
Naquele ano, a Convenção Nacional do PT havia aprovado uma ampla aliança política (PT, PL, PCdoB, PCB e PMN) que teve por base um programa de governo para resgatar as dívidas sociais do país com a grande maioria do povo brasileiro.
O primeiro mandato do presidente Lula colocou o Brasil em ordem e preparou o país para o crescimento econômico, com importantes avanços sociais e significativa melhoria na distribuição de renda. Isso aconteceu, sobretudo, graças à política de valorização do salário mínimo, geração recorde de empregos e programas de distribuição de renda, a exemplo do Bolsa Família.
Em 29 de outubro de 2006, novamente na companhia do vice José Alencar, foi reeleito presidente da República com mais de 58 milhões de votos, até então a maior votação da história do Brasil.
Segundo mandato presidencial
Lula assumiu o segundo mandato em 1º de janeiro de 2007. No mesmo ano, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) passou a colocar o Brasil na lista das nações com alto Índice de Desenvolvimento Humano.
Em 30 de abril de 2008, a agência de risco Standard & Poor’s concedeu à economia brasileira o chamado grau de investimento, sendo seguida pelas agências Fitch e Moody’s. Também em 2008, a Petrobras realizou um feito inédito: a extração de petróleo da camada do pré-sal, localizada a mais de 7 mil metros de profundidade em águas oceânicas.
2008 também ficou marcado como o ano da tormenta desencadeada pelo pedido de concordata do Banco Lehman Brother’s de investimentos, em 15 de setembro. Este episódio ampliou as dimensões de uma crise financeira já existente, que se tornou a pior desde a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929.
No Brasil, o presidente Lula proclamou que o “tsunami” que varria o mundo iria se transformar em “marolinha” no Brasil. Com redução dos juros e impostos, estímulos ao consumo, oferta de crédito, política de recuperação do salário mínimo e mais investimentos em programas sociais e em infraestrutura, o Brasil saiu mais forte do primeiro round da grande crise.
Em 3 de abril de 2009, na cúpula do G20, em Londres, a BBC vazou um elogio de Barack Obama a Lula. Ao cumprimentar o presidente do Brasil, o presidente dos Estados Unidos se dirigiu ao primeiro-ministro da Austrália com o seguinte comentário:
O Brasil chegou a 2010 com a economia em crescimento, reservas cambiais de US$300 bilhões, inflação sob controle, recordes em empregos, aumento real do salário mínimo de 53,5%, milhões de brasileiros integrados na classe média e o marco legal da exploração de petróleo aprovado.
Com essas credenciais, Lula, o PT e seus aliados apresentaram o nome da ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata à Presidência da República. Dilma foi eleita no segundo turno, com 11 milhões de votos, à frente do segundo colocado, José Serra.
Em 2011, o ex-presidente dedicou-se à organização do Instituto Lula. Também passou a fazer conferências sobre as experiências como presidente do Brasil. Mas foi diagnosticado com câncer na laringe em outubro, submetendo-se a um tratamento rigoroso no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Em fevereiro de 2012, os médicos informaram que o tumor havia sido eliminado.
Superada a doença, o ex-presidente retomou com intensidade as atividades políticas, apoiando os candidatos petistas nas campanhas municipais de 2012. Dois anos depois, porém, começava a Operação Lava-Jato na Justiça Federal do Paraná, marcada por uma perseguição política, jurídica e midiática sem precedentes a Lula, que levou a retrocessos inéditos na própria democracia brasileira.
A Lava-Jato também destruiu alguns dos alicerces da economia brasileira. A Petrobras, que em setembro de 2008 havia iniciado a exploração do petróleo na camada do pré-sal, tornando-se vetor de desenvolvimento para a indústria naval nacional e gerando milhares de empregos qualificados, teve a capacidade de atuação abalada. Grandes empreiteiras, algumas com forte atuação internacional, foram levadas à falência.
Mesmo com grande exposição na mídia, a Lava-Jato não conseguiu impedir a reeleição de Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Ainda assim, Lula foi alvo de uma condução coercitiva ilegal, em 4 de março de 2016, a mando do então juiz federal de primeira instância Sérgio Moro.
Em maio de 2016, a Câmara dos Deputados votou pela abertura do processo de impeachment contra Dilma, mesmo sem nenhum crime cometido. Afastada do exercício das funções, ela foi substituída pelo vice-presidente Michel Temer, que assumiu definitivamente o cargo em agosto de 2016.
Em julho de 2016, Lula foi tornado réu no âmbito da Lava-Jato. Em 3 de fevereiro de 2017, sofreu duro golpe com o falecimento da esposa Marisa Letícia Lula da Silva, mãe de quatro dos seus cinco filhos, com quem havia se casado em 1974. Em julho do mesmo ano, o ex-presidente foi condenado em primeira instância.
Em janeiro de 2018, quando já se preparava para a campanha presidencial, na qual largaria como favorito com ampla vantagem, Lula foi julgado culpado em segunda instância, tornando-se inelegível. Em 7 de abril de 2018, com a prisão decretada por Moro, o ex-presidente, corajosamente e de cabeça erguida, entregou-se à Polícia Federal, após uma missa campal que reuniu uma multidão em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.
Lula não esmoreceu durante a prisão política, mesmo sofrendo duas terríveis perdas: primeiro, o irmão, do qual foi impedido de se despedir por decisão de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF); em seguida, o neto de sete anos de idade.
No cárcere, em Curitiba, o ex-presidente recebeu importantes líderes políticos não apenas brasileiros, mas também do exterior. Entre eles, o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Esquivel, o então candidato e futuro presidente da Argentina Alberto Fernandez, o ex-presidente colombiano Ernesto Samper, o ex-presidente uruguaio José Mujica e o ator norte-americano Danny Glover.
Os movimentos sociais organizaram a Vigília Lula Livre, permanecendo diante do prédio da Polícia Federal de 7 de abril de 2018 até o momento da libertação, em 8 de novembro de 2019. Em cada um dos 580 dias de cárcere, Lula foi saudado pelos populares com o coro de “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite, presidente Lula”.
Outro apoio fundamental foram as 580 cartas – uma para cada dia do cárcere – trocadas com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, paranaense filiada ao PT desde 1983. Janja foi uma das primeiras pessoas a receber Lula do lado de fora da carceragem da Polícia Federal. Também esteve ao seu lado no primeiro discurso pós-prisão, quando se reacendeu a esperança de democracia e de justiça social no país. Lula e Janja se casaram em 18 de maio de 2022, em São Paulo.
A anulação da sentença pelo STF se deu por incompetência, uma vez que os casos jamais deveriam ter sido julgados em Curitiba, e pela parcialidade do juiz Sergio Moro, que conduz uma perseguição injusta contra Lula. Mas seus direitos políticos só foram reconquistados em março de 2021, com a anulação de todas as condenações proferidas por Moro.
Na campanha presidencial de 2022, Lula construiu uma ampla rede de apoios, reunindo personalidades e políticos dos mais diversos partidos em torno de sua candidatura, tendo como vice Geraldo Alckmin, contra quem havia disputado a eleição de 2006. Ao fim da uma acirrada disputa eleitoral, tornou-se o primeiro brasileiro a ocupar três vezes a Presidência da República pela soberana vontade popular. Mais de 60 milhões de brasileiros e brasileiras concederam a Lula a maior votação da história.
Em 1º de janeiro de 2023, Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto ao lado de representantes da diversidade do povo brasileiro. E recebeu a faixa presidencial das mãos da catadora de materiais recicláveis Aline Sousa, que chegou à universidade graças às políticas públicas dos dois mandatos anteriores de Lula. Completava-se um ciclo e iniciava-se outro.
Deputado Federal - TO (2000-2002)
Deputado Federal - TO (2003-2007)
Senador - TO (2007-2015)
Senador - TO (2007-2023)
Deputado Federal - CE (1995-1999)
Deputado Federal - CE (1999-2003)
Deputado Federal - CE (2003-2007)
Deputado Federal - CE (2007-2011)
Senador - CE (2011-2019)
Senador - MS (2011-2019)
Deputado Federal - PE (1999-2003)
Deputado Federal - PE (2003-2007)
Deputado Federal - PE (2007-2011)
Senador - PE (2011-2019)
Dilson Domingos Funaro (São Paulo, 23 de outubro de 1933 — 12 de abril de 1989) foi um empresário brasileiro do ramo de plásticos, proprietário da fábrica de brinquedos Trol. Foi presidente do BNDES e ministro da Fazenda do Brasil durante o governo José Sarney, entre 26 de agosto de 1985 e 29 de abril de 1987. Durante seu cargo como ministro da Fazenda, foi responsável pela criação de um plano de estabilização financeira, o Plano Cruzado. Também foi o responsável pela assinatura da moratória unilateral da dívida externa brasileira, conferida em 20 de fevereiro de 1987. Em um cenário de crise econômica nacional e internacional, Funaro pediria demissão poucos meses depois. Vida pessoal Dilson era filho de Paschoal Funaro e Helena Kraljevic, e neto de Domingos Funaro (Catanzaro, Calabria, Italia). Ele cursou a Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e, vindo de família abastada montou, ainda jovem, a CIBRAPE, uma indústria de plásticos. Logo depois adquiriu a Monitora e, posteriormente, a Trol, uma grande fábrica de produtos de plástico para indústria, uso doméstico e brinquedos. Em outubro de 1982, descobriu que sofria de câncer linfático, uma das formas mais graves da doença, que apresentou várias recidivas, causando sua morte em 1989. Foi casado com Ana Maria Matarazzo Suplicy (filha de Paul Cochrane Suplicy e Filomena Matarazzo, irmã de Eduardo Matarazzo Suplicy), a quem deixou viúva com seis filhos. Atividades De 1958 a 1980, Dilson Funaro exerceu diversas atividades, enumeradas a seguir: Diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - CIESP; Diretor do departamento de Comércio Exterior - FIESP; Membro do do Conselho de Comércio Exterior - CNI; Membro do Conselho de Assuntos legislativo da CNI; Diretor do Departamento de Estatística da FIESP; Diretor Adjunto do Departamento de Economia da FIESP; Conselheiro Especial da CNI; Presidente da Associação Brasileira de Plástico; Presidente da Associação Latino Americana de Plásticos; Presidente do Sindicato da Industria de Material Plástico; Vice-Presidente da FIESP; Membro do Conselho de comércio Exterior da FIESP; Conselheiro da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas; Presidente do Conselho de Tecnologia do Estado de São Paulo; Secretário da Economia e Planejamento do Estado de São Paulo (governo Abreu Sodré); Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo (governo Abreu Sodré); Membro do Conselho de Economia da FIESP; Membro do Conselho da Fundação Padre Anchieta (TV educativa); Presidente do Conselho da VASP. Plano Cruzado Foi presidente do BNDES e ministro da Fazenda do Brasil durante o governo José Sarney, tomando posse em 26 de agosto de 1985 e deixou o ministério em 29 de abril de 1987. Durante seu cargo como ministro da Fazenda, foi responsável pela criação de um plano de estabilização financeira, o Plano Cruzado.
Luiz Carlos Bresser-Pereira nasceu em São Paulo, em grau 1934, é professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, onde leciona desde 1959 e editor da Revista de Economia Política desde 1981. Suas principais influências vêm de Marx, Weber, Keynes e do estruturalismo latino-americano. Suas contribuições teóricas mais significativas, em teoria política e social, foram nossos temas: teoria da classe média tecnoburocrática ou profissional, teoria da relação entre a democracia e o capitalismo, e teoria da administração pública gerencial; em economia, foram o modelo de crescimento e distribuição clássica, a teoria da inflação inercial, e a crítica metodológica da economia neoclássica. Desde o início de 2000, ele associou a economia com a teoria política em um novo quadro teórico, o Novo Desenvolvimentismo, que compreende uma macroeconomia de desenvolvimento e uma economia política. Na interpretação do Brasil, ele combinou a análise de modelos econômicos com a discussão das coalizões históricas de classe correspondentes. Ele foi ministro da Fazenda, e nessa carga convertida plano de estabilização, que veio a ser chamado, "Plano Bresser", mas foi incapaz de controlar a inflação alta e inercial do tempo, e propôs uma solução geral para a crise da crise dos anos 1980 que o secretário do Tesouro dos EUA rejeitou, mas 18 meses se transformou no Plano Brady. No governo Fernando Henrique Cardoso foi ministro da Administração Federal e Reforma do Estado (1995-1998), onde iniciou a Reforma Gerencial do Estado de 1995 e, em 1999, o ministro da Ciência e Tecnologia.. Desde julho de 1999, ele se dedicou exclusivamente à vida acadêmica. Em 2010 ele recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Buenos Aires; em 2012, o James Street Scholar 2012 da Association for Evolutionary Economics – AFEE; e em 2015, o prêmio Juca Pato da União Brasileira de Escritores. Alguns de seus livros em português: Desenvolvimento e Crise no Brasil (1968/2003), A Sociedade Estatal e a Tecnoburocracia (1981), Inflação e Recessão Yoshiaki, com Nakano (1984), Lucro, Acumulação e Crise (1986), Construindo o Estado Republicano (1994), Globalização e Competição (2009), A Construção Política do Brasil (2014), Macroeconomia Desenvolvimentista (com José Luis Oreiro e Nelson Marconi, 2016).